
Quem visitar 23 instalações esportivas e não-esportivas dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro terá que passar por um sistema de segurança fabricado em Santa Catarina.
Os pórticos detectores de metais, que estarão à caça de armas de fogo ou outros instrumentos de risco, são produzidos em Garopaba, no Sul do Estado, e ajudarão a manter o tão exigido clima de tranqüilidade na competição, uma das prioridades do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
A empresa Mineoro venceu as sete concorrentes no processo de licitação para fabricação dos equipamentos e iniciou uma maratona para entregar a encomenda no Rio de Janeiro. Como os detectores são alguns dos últimos itens a serem instalados nos ambientes, o processo para concorrência foi aberto apenas em maio.
- Todos os 70 funcionários trabalham em ritmo acelerado para entregar tudo até 9 de julho. Depois vamos ao Rio de Janeiro para a montagem e explicar aos técnicos de segurança como funciona o sistema - conta o sócio-proprietário Paulo Henrique Damásio, de 32 anos.
Um dos locais guarnecidos por esses equipamentos será o Estádio João Havelange, que terá 27 detectores nos portões de acesso.
O pórtico, tecnicamente chamado magnetômetro fixo, mede 70 centímetros de largura e 2,10 metros de altura. O equipamento tem funcionamento semelhante ao de uma porta giratória existente nas agências bancárias.
Os sensores nas estruturas laterais podem acusar a existência de objetos suspeitos em oito zonas da estrutura do corpo humano.
- Há vários níveis de sensibilidade que podem liberar a passagem de objetos pessoais como fivelas de cintos, brincos, pulseiras e celulares. O objetivo principal do detector são as armas de fogo - conta o outro sócio, Carlos Damásio, 44.
A Mineoro vai produzir 299 pórticos detectores e receberá R$ 1,2 milhão pela entrega. De acordo com Paulo Henrique Damásio, o Comitê Olímpico Brasileiro ainda pode encomendar outras unidades.
Essa situação está prevista no edital de licitação, que permite a requisição de mais 25% do material em caso de necessidade.