DETECTORES DE METAIS
E DE MERCADO
Ao desenvolver detectores de metais, a catarinense Mineoro há 55 anos detectou um novo mercado: o de segurança. Hoje ela exporta para 79 países e tem uma carteira de clientes invejada por muitas multinacionais do setor.
Como uma fábrica de equipamentos de segurança (porta giratória e semi-giratória, detectores em geral), em uma pequena cidade no litoral Sul de Santa Catarina, consegue exportar para 79 países, sendo a maioria na América Latina e nos Emirados Árabes, e ter uma carteira de clientes invejada por muitas multinacionais do setor? A resposta é simples: utilização ampla da internet, prospecção de mercados e um produto inovador. Com 55 anos a empresa cresceu 5% em 2008 e, mesmo com a instabilidade do mercado externo, as exportações continuam crescendo.
Encarada como o principal meio de comunicação da Mineoro, a internet é amplamente utilizada pela companhia. O aumento das exportações veio com a difusão do website da empresa na grande rede. A Mineoro disponibiliza em seu endereço eletrônico informações detalhadas de seus produtos em seis idiomas - espanhol, inglês, francês, italiano, alemão e grego. Conforme a gerente de comércio exterior e câmbio, Monica Galnares, esse diferencial soma muito no início do processo de vendas para exportação.
No que diz respeito à venda dos produtos para o mercado externo, a fórmula da Mineoro também se baseia em organização e oportunidades. Pela complexidade técnica do produto vendido as exportações são realizadas por meio de distribuidores e representantes. Estes recebem capacitação técnica para atender o cliente no período da garantia e fora dela. Na área de prospecção de metais e pesquisa de tesouros, as exportações são realizadas direto para o usuário. Segundo Monica, esse trabalho exige muito da equipe de comércio exterior, pois esses profissionais acompanham o processo por inteiro, desde a venda, processo administrativo e cambial até o pós-vendas.
De acordo com Monica, a exportação foi um processo inevitável. "Na área de prospecção de tesouros existem pesquisadores do mundo inteiro, que buscam aparelhos que possam atender suas necessidades", diz. Mesmo antes de lançar os produtos na internet, a companhia mantinha contato com pesquisadores de vários países, como Estados Unidos, Paraguai, México e os Emirados Árabes. "As exportações foram surgindo aos poucos e se consolidando ao longo do tempo, com um trabalho constante, pró-ativo e com visão de longo prazo para atingir os resultados esperados", conta.
Passado
A empresa iniciou suas atividades em 1954, na cidade de Taquara, RS. No ano de 1990, seu sócio-fundador o inventor e empresário Jonas Paulo Fernandes Damásio, mudou a sede para a cidade de Garopaba, SC. Dámasio era um estudioso na área de detecção de metais e descobriu o campo iônico e electrostático - base de suas invenções. Em 2005, houve forte demanda por produtos para segurança, quando a engenharia da Mineoro desenvolveu artigos especializados para atender as instituições bancárias e governamentais. A empresa foi pioneira na América Latina na produção de portas giratórias e segurança para bancos.
Presente
Para este ano, a Mineoro pretende crescer cerca de 7%. Uma das metas é se projetar para o mercado europeu e norte americano. A intenção da Mineoro é ter uma rede de distribuição nesses mercados, mas para isso ainda precisa firmar parcerias, estudar os espectos culturais, se adequar às exigências como as certificações e as eventuais adequações dos produtos. "Já estamos nesse rumo e confiamos no produto, nos recursos humanos e na capcidade de inovação e adaptação da nossa empresa ao mercado".
Monica declarou ainda que a Mineoro continuará investindo mesmo com a instabilidade que abateu o comércio exterior com o advento da crise. "Creio que não existem empresas ou segmentos imunes à recessão, mesmo tendo uma redução no primeiro semestre de 2009. Esses declínios podem ser temporários e continuaremos a investir de maneira significativa".
Futuro
As previsões de longo prazo são animadoras para a Mineoro. Além de que o crescimento populacional tem trazido diversos problemas na área de segurança, as pessoas exigem das instituições serviços cada vez mais seguros. Monica relata que no Brasil a população já se acostumou com os dispositivos de segurança nas entradas de bancos e instituições financeiras. "Os bancos prestam serviços de utilidade pública, não só aos seus correntistas, mas também a toda a população, que necessita pagar contas, fazer depósitos, etc. Esses serviços devem ser adequados, eficientes e seguros".